O Futuro É Local: A Estratégia Multiplataforma e a Revolução dos Conteúdos Regionais

No ecossistema de mídia contemporâneo, a consolidação de um grupo de comunicação exige capacidade de adaptação contínua, diversificação de pontos de contato e profundo alinhamento com a jornada do consumidor. O mercado não absorve mais modelos isolados ou puramente analógicos: a eficiência reside na integração orquestrada de canais. No último episódio do Report 360 (Jovem Pan News – RIC Business), o apresentador Daniel Filla conversou com Leonardo Petrelli, presidente do Grupo RIC.

Com mais de quatro décadas de atuação no setor de comunicação, o executivo detalhou a trajetória de expansão do grupo, os pilares da sua estratégia multiplataforma, o impacto disruptivo da TV Conectada (CTV) no mercado anunciante e a tese de que a relevância jornalística continuará ancorada no hiperlocalismo.

 

A Construção do Maior Grupo Multiplataforma do Paraná

Fundado a partir de movimentações pioneiras na década de 1970 — que englobaram aquisições iniciais no rádio e a afiliação de televisão em Cornélio Procópio —, o Grupo RIC passou por uma transformação estrutural contínua. Após a migração para a Rede Record e o fortalecimento do jornalismo regional na televisão aberta, a empresa consolidou a vice-liderança de audiência no estado e diversificou suas verticais de negócios.

Hoje, o ecossistema do Grupo RIC posiciona-se como a maior estrutura multiplataforma do Paraná, abrangendo:

  • Rede de televisão: cobertura estadual via RIC TV (afiliada à Rede Record), com jornalismo ao vivo focado em demandas comunitárias.
  • Vertical de rádio: operações que somam cerca de 10 emissoras no estado, contemplando verticais de jornalismo e informação (Jovem Pan News), segmento jovem/pop (Jovem Pan FM) e conteúdo popular (Rádio Banda B).
  • Plataformas digitais: ecossistema de portais e presença massiva nas redes sociais, gerando desdobramentos de conteúdo e alcance em cauda longa.
  • Mídia exterior (OOH): expansão para inventários de mídia out-of-home, combinando telas digitais e estáticas no espaço urbano.
  • Eventos e experiências: ativações presenciais que conectam marcas e comunidades em ambientes físicos.

“O digital não é uma vertical isolada da comunicação, ele faz parte de toda a estrutura; marcas e agências precisam entender que o off, o on, o OOH e os eventos compõem uma mesma cesta de entrega.”Leonardo Petrelli, Grupo RIC.

 

TV Conectada e a Interatividade do Veículo de Massa

A evolução do consumo de mídia transformou o aparelho de televisão de um meio exclusivamente passivo em uma tela interativa. O Grupo RIC figurou entre os pioneiros no país na testagem e implementação de soluções em TV Conectada (CTV), antecipando preceitos que ganham escala com a chegada da TV 3.0.

A TV Conectada resolve o principal gargalo histórico da televisão aberta frente aos meios estritamente digitais: a capacidade de mensuração, a interatividade imediata e a segmentação geográfica fina. Essa tecnologia permite sobrepor camadas de dados e sinais interativos à transmissão convencional sobre IP, viabilizando:

  • Hipersegmentação por bairro ou município: campanhas direcionadas exclusivamente para áreas específicas ou cidades pequenas sem a necessidade de impactar toda a mancha de cobertura de uma antena geradora.
  • Democratização do investimento publicitário: pequenos e médios anunciantes regionais, além de órgãos públicos municipais, ganham acesso a anúncios em vídeo na tela da TV com orçamentos compatíveis com suas realidades operacionais.
  • Engajamento e métricas de audiência: pesquisas, enquetes e ações geolocalizadas em tempo real diretamente no controle remoto do espectador.

 

Credibilidade e a Relevância do Conteúdo Regional

Frente à saturação das redes sociais e à proliferação de desinformação (fake news), o público e as marcas anunciantes vêm realizando um movimento de retorno às plataformas corporativas consolidadas. Da mesma forma que grandes jornais globais viram suas assinaturas digitais crescerem devido à busca por credibilidade, os grandes veículos regionais reafirmam seu papel de curadores da informação.

A tese central do Grupo RIC fundamenta-se na premissa de que “o futuro é local”. Embora o público mantenha interesse por pautas globais, suas decisões diárias de mobilidade, segurança, lazer, consumo e qualidade de vida são tomadas na esfera onde ele reside. Ao produzir jornalismo focado nas necessidades imediatas das cidades paranaenses, a empresa assegura uma aliança de confiança de longo prazo com sua audiência.

 

Assista ao Episódio Completo:

Para acompanhar a análise completa sobre o mercado de mídia, as inovações em inteligência artificial no setor e os bastidores de gestão do Grupo RIC, assista à entrevista na íntegra:

 

Serviço:

Para conhecer a cobertura de sinal, o portfólio de veículos e as soluções de comunicação multiplataforma do grupo, acesse gruporic.com.br. As notícias em tempo real e os conteúdos das emissoras podem ser acompanhados via portal RIC.com.br e pelas redes sociais oficiais do Grupo RIC.

O Report 360 é uma iniciativa da Explay Web Agency, Básica Comunicações, Grupo OM e Jovem Pan News PR – Grupo RIC.

Daniel Filla

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