Mercado de lavanderias entra em 2026 mais maduro e impulsiona expansão de modelos premium e de autosserviço

O mercado brasileiro de lavanderias entra em 2026 em um momento de amadurecimento e expansão, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, evolução dos modelos de negócio e maior profissionalização do setor. A avaliação é de Fábio Roth, CEO e fundador do Grupo FROTH, detentor das marcas 5àsec e LavPop by 5àsec, que observa um cenário de otimismo pragmático mesmo diante de incertezas econômicas e políticas. Segundo ele, fatores como o ambiente geopolítico e o avanço da reforma tributária exigem cautela, mas também abrem oportunidades para empresas com operação eficiente, proposta clara de valor e foco em conveniência. Dados da ABRALAV (Associação Brasileira de Lavanderias) reforçam o momento positivo: o mercado nacional movimentou R$ 6,2 bilhões em 2023, com crescimento médio anual de 4,8% desde 2020, sustentado por diferentes frentes de demanda.

De acordo com a entidade, a expansão do setor hoteleiro e hospitalar responde por cerca de 38% da procura por serviços especializados, enquanto a terceirização avança no segmento industrial, com 62% das empresas optando por contratar lavanderias externas como estratégia para reduzir custos operacionais e aumentar eficiência. No consumo residencial, serviços premium, como lavagem a seco e tratamento de tecidos delicados, registram crescimento anual de aproximadamente 15%, evidenciando uma mudança no perfil do consumidor brasileiro.

Para Fábio Roth, esses números confirmam que o mercado deixou de ser visto apenas como uma solução pontual e passou a ocupar espaço permanente na rotina das pessoas e das empresas. Ele destaca que o desempenho do setor também depende do cenário macroeconômico, especialmente das expectativas de inflação, juros e crédito. Caso haja melhora no ambiente econômico ao longo de 2026, a tendência é de uma aceleração em investimentos, na abertura de unidades, no retrofit de lojas e na adoção de novas tecnologias.

“O principal motor de crescimento do próximo ciclo está do lado do consumidor, que passou a avaliar o serviço de lavanderia sob uma lógica mais ampla, que envolve economia de tempo, praticidade, previsibilidade de resultados e bem-estar. A rotina urbana mais intensa e a busca por soluções sem fricção reforçam a presença das lavanderias como parte natural do consumo cotidiano. Esse movimento tem impulsionado a expansão de diferentes formatos de operação. De um lado, as lavanderias premium ampliam sua atuação para o cuidado completo do guarda-roupa, com serviços técnicos, recuperação e proteção de peças, atendimento personalizado e experiências integradas com delivery. De outro, cresce o modelo de autosserviço, presente tanto em lojas de rua quanto em espaços compartilhados dentro de condomínios, atendendo um perfil diferente de clientes, que buscam autonomia aliada à eficiência de equipamentos profissionais”, revela o CEO do Grupo FROTH.

A análise do executivo ainda mostra que o avanço do autosserviço está ligado à convergência entre mudança de comportamento do consumidor, modelos operacionais mais compactos e escaláveis e a crescente presença de lavanderias como amenidade em empreendimentos residenciais. Para 2026, ele destaca quatro grandes oportunidades para o setor: a conveniência como produto central, com processos simples e jornadas fluidas; a evolução do serviço para a experiência, baseada em confiança, resultado e relacionamento; a digitalização efetiva da operação, com aplicativos, canais diretos, assinaturas e estratégias de recompra orientadas por dados; e a eficiência operacional aliada à sustentabilidade, que aumenta a percepção de valor e diferencia as marcas.

“Vejo o mercado brasileiro de lavanderias entrando em uma nova fase de maturidade, em que o consumidor passa a enxergar o serviço não apenas como uma necessidade pontual, mas como parte de uma rotina mais prática e eficiente. Com um mercado global projetado para alcançar US$ 145,8 bilhões até 2031, segundo a Research and Markets, o Brasil tem seguido o mesmo caminho de expansão, impulsionado por conveniência, previsibilidade de resultados e bem-estar. Ao mesmo tempo, os modelos de negócio evoluem, com avanço tanto das operações premium quanto do autosserviço. Esse movimento reforça que o mercado caminha para consolidar a lavanderia como uma solução completa de vida, e não apenas um serviço técnico. Empresas que conseguirem estruturar bem seus modelos, canais e experiência do cliente devem encontrar em 2026 um ambiente favorável para crescimento consistente, seja no segmento premium, focado em cuidado e preservação, seja no autosserviço, orientado por autonomia e eficiência”, finaliza Roth.

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